Agência americana aprova primeiro teste de antígenos para o novo coronavírus

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O teste, da Quidel Corporation de San Diego, recebeu autorização de uso emergencial na noite da última sexta-feira, 8, de acordo com uma nota publicada no site da agência. 

Diferente de outros testes já disponíveis, que usam o PCR, um tipo de teste molecular, o diagnóstico dos antígenos é feito pela detecção de fragmentos do vírus em uma amostra. O teste da Quidel será feito a partir de amostras retiradas por cotonetes nasais, de acordo com a FDA, e só poderá ser processado por instrumentos da empresa. 

“O diagnóstico por testes é um dos pilares da resposta do nosso país a covid-19, e a FDA continua a trabalhar para tornar disponíveis esses produtos essenciais”, a agência disse em um comunicado no sábado, 9. “Uma das principais vantagens do teste de antígenos é a rapidez, que pode dar resultados em alguns minutos.” A FDA disse que espera liberar outros testes em um futuro próximo. 

A escassez de testes para o coronavírus nos Estados Unidos tem dificultado os esforços de contenção da pandemia e limitado a capacidade dos estados de determinar o afrouxamento dos lockdowns e medidas de distanciamento social que estrangularam a economia do país. 

Apesar de testes de antígenos serem extremamente precisos em detectar infecções positivas, eles não podem detectar todas as infecções ativas, e tem uma chance maior de falsos negativos que os testes de PCR. Testes positivos também podem precisar ser confirmados através dos lentos, porém mais precisos, testes de PCR, que detectam a presença de material genético. 

Experts disseram que a aprovação do teste de antígenos para covid-19 poderia aumentar os esforços de testes e dar aos trabalhadores da área da saúde e autoridades uma ferramenta barata para testes em massa. Futuramente, os testes potencialmente poderão ser feitos em casa, como um teste de gravidez. 

“Estou muito entusiasmado com o teste de antígenos pela sua habilidade de produção e testagem em larga escala”, disse o médico Ashish Jha, diretor do Instituto de Saúde Global de Harvard. “Muitos de nós estavam ansiosos por esse momento.”

Jha disse que ainda tem dúvidas sobre a especificidade e sensibilidade do teste. Ele destacou que até um teste de antígenos que produz falsos positivos é melhor que um que produz falsos negativos porque pessoas infectadas que recebem testes negativos podem espalhar o vírus para outras mesmo sem saber.

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