Chegada do frio ao Sul e ciclone bomba ajudam a conter avanço da nuvem de gafanhotos

A nuvem de gafanhotos se afastou um pouco do Brasil nos últimos dias, e dois eventos ajudaram a conter o avanço dos insetos: a chegada do frio ao Sul do país e também o ciclone bomba que atingiu a região.

Para Marco Antonio do Santos, meteorologista da Rural Clima, as duas situações criaram um bloqueio para a entrada da nuvem de gafanhotos no país, especialmente no Rio Grande do Sul, onde existia mais chance da chegada dos insetos.

“Eu acredito que sim, que ajudou. Os dois fatores conjuntos inibiram a entrada da nuvem no Brasil”, afirma.

Controle facilitado

No boletim divulgado na noite de quarta-feira (1) o Serviço Nacional de Saúde e Qualidade de Alimentos Agroalimentares da Argentina (Senasa) informou que a nuvem foi encontrada na cidade de Paraje El Descanso, ainda dentro da província de Corrientes.

Os técnicos argentinos chegaram a preparar a aplicação de inseticidas por aviões, mas as condições do clima não eram favoráveis e o controle da nuvem ficou para a manhã desta quinta-feira (2).

Para Kleber Trabaquini, o frio também está contribuindo para a diminuição da nuvem de gafanhotos por dois motivos: o primeiro é porque o deslocamento dos insetos é menor em baixas temperaturas.

O segundo motivo é que os gafanhotos não costumam resistir muito ao frio, o que leva também à morte natural deles.

Marco Antonio, da Rural Clima, acredita que, como o deslocamento dos insetos está seguindo para dentro da Argentina, se afastando do Brasil, a chance de chegada é muito pequena.

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