22 de julho de 2024

AM tem a maior taxa de homicídios na região Norte e a 2ª do Brasil, aponta Atlas da Violência

O Amazonas registrou a maior taxa de homicídios por 100 mil habitantes na região Norte e também alcançou a segunda colocação no índice do país, em 2022. O dados foram divulgados nesta terça-feira (18) pelo Atlas da Violência 2024, produzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).

Segundo o Atlas da Violência 2024, no Norte existe a atuação de pelo menos dez organizações criminosas internacionais nas áreas de fronteira, que atuam em conjunto com os grupos brasileiros e em outras vezes disputam rotas e territórios.

Taxa de homicídios estimados

Pela primeira vez na série histórica, o Amazonas apresentou a maior taxa de homicídios estimados da região Norte (43,5) e também a segunda maior do Brasil.

Segundo a pesquisa, elevaram essa taxa os municípios de Iranduba (98,1) e Coari (83,6), pertos da capital Manaus (55,7); e Tabatinga (95,9), no sudoeste amazonense, no Alto Solimões.

O estudo aponta que o Rio Solimões é estratégico na rota do tráfico de drogas, por escoar a droga produzida no Peru e na Bolívia, sendo disputado pelas facções criminosas locais e internacionais. Mas os municípios mais visados são Coari, Tefé (27,1) e Itacoatiara (34,7), que, assim como Manaus, recebe navios que se deslocam para o exterior.

A capital tem importância no tráfico de drogas pela sua infraestrutura (com porto que permite passagem de navios de longo curso, que viajam para outros países, e aeroporto com voos internacionais), sendo disputada pelas facções.

Além do narcotráfico, o estado sofre com a combinação desse crime com outros como tráfico de armas, grilagem de terra, exploração ilegal de madeira e minérios, lavagem de dinheiro, trabalho análogo à escravidão, exploração sexual, invasão de terras indígenas e diversos crimes ambientais.

O ano de 2022 foi marcado pelos assassinatos do indigenista Bruno Pereira e do jornalista Dom Phillips em Atalaia do Norte (26,1), na tríplice fronteira (Brasil, Peru e Colômbia).

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