Bioimpressora produz curativo com células-tronco do próprio paciente que acelera a cicatrização

A bioimpressora 4D Dr. Invivo, que chegou recentemente ao Brasil, pretende inovar e acelerar o tratamento de feridas mais complexas, como o pé diabético, úlceras de decúbito e queimaduras, a partir de um curativo biológico que utiliza células-tronco do próprio paciente.

A tecnologia, já registrada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), planeja aumentar a proporção de cura dessas lesões para, por exemplo, diminuir o número de amputações do país.

Segundo a SBACV (Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular), de 2012 a 2021, 245.811 brasileiros sofreram amputação de membros inferiores (pernas ou pés), uma média de 66 pacientes por dia e, pelo menos, três procedimentos por hora.

“São milhares de amputações por ano e 70% dessas amputações, normalmente, são feridas de pé diabético, e a bioimpressora, com esse curativo, acelera a cura das lesões”, disse o médico e diretor de novos negócios da 1000Medic, empresa responsável por trazer e comercializar a bioimpressora no Brasil, Mauricio Pozza.

De acordo com Pozza, as feridas difíceis demoram em torno de seis meses, às vezes um ano, para serem tratadas. Há também lesões que não fecham durante anos. Porém, a bioimpressora conseguiu tratar essas feridas em até quatro semanas em 87% dos casos.

“Feridas mais profundas e maiores conseguimos fechar num tempo um pouco maior do que quatro semanas, no período entre oito, às vezes 12 semanas, no máximo”, relata o médico.

O procedimento pode ser feito a nível laboratorial ou com o paciente internado, pois demanda apenas anestesia local, mas também pode ser feito com anestesia geral. O primeiro passo do processo é limpar a ferida e utilizar um software de reconhecimento para mensurar a lesão.

“Tiramos uma foto dessa ferida com um tablet que tem inteligência artificial no sistema. Ele vai ler o comprimento, espessura e largura dessa ferida. Os dados são enviados para a máquina, que imprime um biomolde plástico da lesão. Logo em seguida, ao mesmo tempo, a gente faz uma pequena lipoaspiração de culote ou região interna da coxa e retira gordura, que é rica em células-tronco”, explica Pozza.

O material é misturado a duas colas ecológicas para agregar os tecidos e, logo depois, o curativo é resfriado e posto sobre a lesão.

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