15 de janeiro de 2021

Encontro virtual discute papel da atenção primária no combate à violência contra mulher

Em alusão ao Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres, celebrado anualmente em 25 de novembro, a Prefeitura de Manaus, realizou nesta quarta-feira, 25/11, uma webconferência sobre a importância da Atenção Primária em Saúde (APS) nesse processo. O evento foi promovido pela Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) e teve como tema “O papel do profissional de saúde da APS e o enfrentamento da violência contra as mulheres”.

Dados do Serviço de Atendimento às Vítimas de Violência Sexual (Savvis), situado na maternidade Moura Tapajóz, bairro Compensa, zona Oeste, que acolhe e oferece assistência às mulheres que enfrentaram essa situação, apontam que, aproximadamente, 90% dos casos têm como vítimas crianças e adolescentes.

A gerente da Rede Cegonha da Semsa, Francisca Sonja Ale Girão Farias, explica que essa faixa etária é considerada a mais vulnerável pelos agressores. “A violência nessa faixa etária é chamada de violência crônica, uma violência que acontece há muitos anos. Crianças e adolescentes, na concepção dos intimidadores, são mais fáceis de controlar psicologicamente por ainda estarem em fase de desenvolvimento”, esclarece.

Sonja explica ainda que a violência psicológica, tão recorrente quanto a física, é o principal fator pelo qual muitas das vítimas não se sentem seguras em denunciar. “A violência psicológica está muito presente na violência doméstica, pois a vítima, com frequência, convive próxima a seu agressor”, alertou.

A Semsa reforça que o Savvis, na maternidade Moura Tapajóz, está aberto 24 horas, durante os sete dias da semana, para atender e acolher as mulheres, de qualquer idade, vítimas de violência sexual.

“Quando falamos de violência, tanto física quanto sexual, estudos mostram que os agressores são principalmente uma pessoa próxima, íntima, que tem acesso regular à vítima e consegue influenciar a sua mente, para que ela não o denuncie. Devido aos maus-tratos físicos e psicológicos constantes, a mulher acaba construindo barreiras e guarda, muitas vezes por anos, o crime consigo mesma”, observou a gerente da Rede Cegonha da Semsa.

Foto – Ingrid Anne / Semcom

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