27 de fevereiro de 2021

Governo do Amazonas faz reunião para discutir medidas de restrição

MPF emitiu recomendação para que governo promova um isolamento sanitário mais severo, se necessário com aumento do toque de recolher.

O Governo do Amazonas informou que vai reunir, neste sábado (23), o Comitê de Enfrentamento à Covid-19 e também os órgãos de controle e entidades empresariais para discutir a ampliação de medidas de restrição.

A reunião acontece diante do caos na saúde do Amazonas, que passa por um aumento expressivo de casos da doença, superlotação de hospitais e falta de insumos. A situação é tão caótica que o governo está transferindo pacientes para atendimento em outros estados. Mais de 6,8 mil pessoas morreram com a doença no estado, conforme o boletim divulgado na sexta-feira.

Na noite de sexta-feira (22), o Ministério Público Federal emitiu uma recomendação ao governador do Amazonas, Wilson Lima, e ao secretário da Saúde, Marcellus Campêlo, para que “promovam o isolamento sanitário mais severo, se necessário com aumento do toque de recolher”.

O documento, divulgado solicita as medidas mais restritivas até que ocorra a estabilização ou diminuição da curva de contaminação da Covid-19, com quantidade de casos que consigam ser atendidos com a atual estrutura do sistema de saúde. O MPF solicita que o governo informe e justifique se vai ou não acatar as restrições recomendadas até o dia 23 de fevereiro.

Vacinação suspensa

A vacinação contra a Covid19, em Manaus, está suspensa desde quinta-feira (23), após denúncias de pessoas furando a fila na prioridade da vacinação são apuradas pelo Ministério Público e Tribunal de Contas. Para o prefeito de Manaus, David Almeida, as denúncias são “fake news”.

Na noite de sexta-feira (22), a Secretaria de Estado de Saúde informou que entregou à Secretaria Municipal de Saúde a lista com a quantidade e os nomes dos trabalhadores em saúde que serão vacinados contra Covid-19, nesta primeira fase de prioridades, nas dez unidades do Estado. A Prefeitura de Manaus informou que dependia da lista para retomar a vacinação.

Ofício divulgado pelo MPF  — Foto: Reprodução

Ofício divulgado pelo MPF — Foto: Reprodução

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