20 de janeiro de 2021

‘Não terá vala coletiva’, diz secretário sobre aumento de enterros em Manaus

Secretaria responsável por administração de cemitérios diz que câmaras frigoríficas serão instaladas para sepultamentos serem feitos “sem pressa”.

O secretário Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp), Sabá Reis, informou à Rede Amazônica que Manaus não voltará a ter enterros em valas comuns diante do aumento de sepultamentos. Hospitais voltaram a lotar por conta de um novo surto da Covid-19, e a média diária de enterros na capital teve alta de 80%.

Entre abril e junho, o maior cemitério público da capital, Cemitério Parque Tarumã, teve caixões enterrados empilhados e em valas comuns por conta do colapso funerário causado pela Covid. Na época, o número de mortes ficou 108% acima da média histórica e o sistema público de saúde entrou em colapso.

Até este sábado (9), mais de 5,6 mil pessoas morreram com a Covid no Amazonas. O número de novas internações pela doença bateu recordes nas últimas semanas e voltou a lotar o sistema.

Segundo Sabá Reis, o cemitério do Tarumã tem 326 lóculos prontos, ainda não usados – são estruturas verticais conhecidas como “gavetas’. A prefeitura pretende construir mais 22 mil.

“Nós vamos evitar sofrimento maior, dor das pessoas. Aqui não terá vala coletiva, ninguém será sepultado um em cima do outro”, declarou.

O secretário lembrou que a média de mortes vem aumentando em Manaus, que teve 130 enterros apenas no sábado (9). O recorde foi no dia 26 de abril, quando 140 pessoas foram sepultadas.

“Nós não utilizamos nenhuma ainda [covas verticais], até porque culturalmente a nossa população é acostumada em sepultar as pessoas na cova, mas na hora que não tiver mais cova, as pessoas vão ter que entender que será aí mesmo. Além disso, nós temos no crematório de Iranduba, quase 400 procedimentos de cremação, mas as pessoas não querem ser cremadas. É muito raro”, disse.

Câmaras frigoríficas

Já instaladas, mais uma vez, em hospitais de Manaus, as câmaras frigoríficas também devem voltar para o cemitério do Tarumã, conforme o secretário. A ideia é que caixões sejam colocados nos frigoríficos para serem enterrados no dia seguinte, caso a demanda esteja alta.

“Nós vamos colocar duas ou três câmaras frigoríficas, se precisar que o corpo fique nela pra sepultar no outro dia, não na pressa”, disse. No ano passado, durante o pico da pandemia, o cemitério teve que realizar enterros noturnos, medida não descartada por Sabá.

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