No Amazonas, número de queimadas em 2022 supera total registrado no ano passado

O número de queimadas no Amazonas, em 2022, já superou o total registrado no ano passado. Os dados são do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que monitora o avanço do fogo no estado.

Segundo o Inpe, em 2021, o Amazonas contabilizou 14.848 focos de calor. Já este ano, o estado já tem 15.300 queimadas até a quarta-feira (14). O aumento de um ano para outro é, até o momento, de 3%.

O número também é alarmante se comparado setembro deste ano em relação ao mesmo mês do ano passado. Em setembro de 2021, o consolidado de queimadas no Amazonas foi de 2.799. Já até a quarta-feira, o estado concentra 5.388 focos de incêndio somente nos 14 primeiros dias do mês.

O dia que mais teve focos de calor foi o dia 5 de setembro, considerado o dia da Amazônia. Na data em questão, o Amazonas chegou a registrar 913 queimadas. No dia 3, foram 848 e no dia 1º de setembro, 542. Já no dia 11, foram apenas 72 focos.

Na lista dos municípios que concentram a maior quantidade de focos de queimadas, estão Lábrea e Boca do Acre, cidades localizadas no Sul do estado. Lábrea, inclusive, está na 2ª colocação, com 1.630 focos de calor somente nos primeiros dias de setembro. A lista é encabeçada por Félix do Xingu, no Pará, que concentra mais de 1,7 mil focos de calor.

Já Boca do Acre aparece na 6ª posição, com 875 incêndios. Na lista também estão municípios de Rondônia, Acre e Mato Grosso.

Lábrea, inclusive, registrou temperaturas acima de 38ºC em setembro deste ano. Os dados são do Instituto Nacional de Metereologia (Inmet), divulgados diariamente. Segundo o órgão, na segunda-feira (5), a cidade registrou a temperatura mais alta de todo o mês no estado: 38,6ºC. Já no dia 3, os termômetros alcançaram a marca de 38,3ºC, e no dia 2, 38,1ºC.

Lábrea fica localizada na chamada linha do fogo. Isso porque, durante o período do inverno amazônico, além das altas temperaturas, a região também registra os maiores números de desmatamento e queimadas. A região é a que concentra a maior parte do agronegócio do Amazonas.

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