Indígenas do Maranhão usam remédio de jenipapo e maconha contra a Covid-19

Na aldeia de Bacurizinho, que abriga índios da etnia Guajajara, no centro do Maranhão, uma farmácia de remédios naturais para as mais diversas doenças – entre elas a Covid-19 – chama atenção. No território indígena banhado pelo Rio Grajaú, garrafadas de medicamentos naturais são expostas e penduradas acima do balcão, com a indicação da doença para as quais são recomendadas.

Os ingredientes são vários, todos extraídos de plantas da região, como o jenipapo e a cannabis sativa (a planta da maconha). Edilene Souza Guajajara, conselheira de saúde que prepara e vende os fármacos naturais para a comunidade, dá as receitas para tratamento do novo coronavírus.

Segundo a ciência do homem branco, não há comprovação científica da eficácia dos tratamentos, mas a cultura indígena tem suas próprias crenças e uma medicina tradicional.

De acordo com a conselheira, houve medo com a chegada da Covid-19, mas esses remédios vêm ajudando muito os indígenas da região a se curarem. “Alguns parentes que não queriam ir para a cidade e para o hospital tomaram esse remédio caseiro e muitos foram curados. Fizemos uma garrafada também para as crianças tomarem, com casca de cumaru e sucupira”, descreve.

É importante lembrar que os não indígenas não têm um tratamento específico para a Covid-19 até agora e o que se faz em boa parte dos casos é tratar os sintomas, como febre e dores. Ainda não há remédio ou vacina contra o coronavírus.

Copyright © Metrópoles

Compartihe:

Compartilhar no facebook
Facebook
Compartilhar no twitter
Twitter
Compartilhar no linkedin
LinkedIn
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no email
E-MAIL

Veja também:

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp