Por: Redação

Brasileira relata como é viver em cidade ameaçada por vulcão na Islândia: ‘Terremotos de 3 em 3 minutos’

A equipe do Fantástico foi a única brasileira autorizada a entrar em Grindavik, na Islândia, após o despertar ameaçador de um vulcão, depois de 800 anos. A cidade ficou rachada ao meio pelos tremores de terra, que ainda não pararam.

Os correspondentes Felipe Santana e Alex Carvalho encontraram uma brasileira, que está grávida e precisou abandonar a própria casa.

“Os terremotos tavam, não sei, de cinco em cinco minutos. De três em três minutos. Não parava. Não parava”, desabafa Jéssica, brasileira que está grávida e prestes a dar à luz.
Jessica e o marido Issac vivem em Grindavik, na Islândia, cidade que teve de ser esvaziada por causa de um vulcão. Foi no resort de luxo de Blue Lagoon que ela ganhou a vida no país, onde começou trabalhando na limpeza até virar chef de cozinha. Mas quando comprou a casa, há quatro anos, não imaginou que passaria pelo que está vivendo agora: a iminência de uma erupção.

“A gente sabia [que tinha o vulcão], mas 800 anos de vulcão inativo nessa área, a gente nunca ia pensar que ia entrar em erupção justamente quando a gente resolve comprar uma casa lá em Grindavik”, relata.
A cidade de pescadores tem 3 mil habitantes e fica no sudeste do país. Ao lado, está o vulcão adormecido Fragadasfiall, mas assim que Jessica se mudou, o gigante acordou.

“Isso é a coisa mais incrível da minha vida. Tá muito quente aqui”, conta ela em um vídeo.
O vulcão entrou em erupção todos os anos desde que ela se mudou, mas sempre de forma controlada e sem lava escorrendo para a cidade. Há duas semanas, no entanto, a situação mudou. “As pessoas começaram a sentir ‘chutes’ de dentro da terra”, conta a brasileira.

Começaram a ser registrados mais de mil terremotos por dia. Até que as autoridades mandaram todo mundo sair imediatamente.

“Gente, é muito terremoto. Não para. A gente estava arrumando as coisas, pegando tudo para ir embora. Tá colocando tudo no carro agora. A gente vai embora”, continua a brasileira, chorando.
Agora, Jéssica não sabe se e quando poderá voltar para a casa. Ela e o Isaac estão num apartamento emprestado na capital da Islândia.

“Agora eu estou com vontade de chorar, porque eu não consigo ver as coisas. (…) Eu quero ir pra minha casa”, diz.
A brasileira fala sobre o sentimento de incerteza. “A gente quer que o vulcão entre em erupção agora, porque mesmo que destrua a nossa casa, pelo menos a gente sabe o que vai acontecer. Agora, nesse momento, a gente tá vivendo num limbo”, explica.

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