Rússia deve intensificar ataques esta semana, diz Zelensky

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou nesta segunda-feira (20) que espera que a “Rússia intensifique os ataques esta semana”, a poucos dias do debate entre os 27 países da União Europeia (UE) sobre a candidatura de Kiev ao bloco.

No fim de semana, a UE emitiu um parecer favorável à nova entrada, um dos principais passos para que um país passe a fazer parte do bloco.

“Nesta segunda-feira começa uma semana realmente histórica”, afirmou Zelensky sobre a aguardada resposta da UE a respeito da concessão do status de país candidato à Ucrânia.

Depois que a Ucrânia recebeu a luz verde da Comissão Europeia na sexta-feira (17), os países da UE se reunirão na quinta-feira e sexta-feira para decidir se Kiev pode entrar para a categoria de candidato, uma decisão que deve ser tomada por unanimidade.

“Obviamente esperamos que a Rússia intensifique os ataques esta semana”, advertiu o presidente ucraniano, segundo quem as tropas de seu país se preparam para este cenário e estão “prontas”.

Zelensky disse que os russos “reagrupam suas forças na direção de Kharkiv e da região de Zaporizhzhia” e continuam bombardeando as infraestruturas de combustíveis. Ele afirmou que o Exército responderá aos ataques, ao mesmo tempo em que admitiu “perdas significativas”.

Serguei o governador de Luhansk, região do leste do país que foi alvo de intensos bombardeios nas últimas semanas, informou que “os russos tentaram um avanço na área de Toshkivka e conseguiram parcialmente”, mas destacou que a artilharia ucraniana funcionou e o conjunto do avanço não teve êxito. Toshkiva fica ao sul de Lysychansk, a cidade gêmea de Severodonetsk, que concentra a ofensiva na bacia de mineração do Donbass (leste da Ucrânia).

Em Lysychansk há indícios de preparação para um combate nas ruas: os soldados instalaram arame farpado e a polícia deslocou os destroços de veículos queimados para tentar impedir a passagem dos russos.

O governo local negou no domingo a tomada da toda Severodonetsk pelos russos, mas admitiu que as tropas de Moscou “controlam a maior parte” da cidade.

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