17 de julho de 2024

Ex-cunhada de Djidja Cardoso se tornou dependente química e foi salva de cárcere privado após denúncia dos pais à polícia

O pai da ex-cunhada de Djidja Cardoso disse, em entrevista à Rede Amazônica, que a filha, de 27 anos, se tornou dependente química e foi salva de cárcere privado após a família procurar a polícia. Ela era companheira de Ademar Cardoso, irmão da ex-sinhazinha, que esta preso, e foi resgatada em situação degradante da mesma casa onde Djidja foi achada morta em Manaus.

O homem, que preferiu não se identificar, disse que a filha precisou ser internada para tratar a dependência química e que, no auge do consumo de cetamina, chegou a ser mantida em cárcere privado pelo então namorado, Ademar Cardoso. Ele também é investigado por estuprar e causar aborto de outra ex-companheira.

A jovem tem dois filhos, um de 4 anos e uma bebê de 8 meses. Segundo o pai, o filho mais velho presenciou a mãe sob o efeito da cetamina, e estava com ela em uma das vezes em que ela precisou de atendimento médico.

“O menino de 4 anos sofre muito com a falta de atenção da mãe. Até em ver o estado da mãe, ele percebe. Ele já teve a ausência dela nos tratamentos anteriores. Ele está fazendo tratamento psicológico por causa disso. Ele se tornou um menino nervoso e ansioso”, contou.

De acordo com o pai da vítima, em outubro do ano passado, a diarista que trabalhava na casa de Djidja teria entrado em contato com a família da jovem para alertar sobre a situação do casal e das crianças, que viviam trancados há dias dentro de casa. Foi quando ele e a esposa, mãe da jovem, decidiram chamar a polícia para forçar a entrada na casa.

“A patrulha se deslocou e o chefe da patrulha bateu na casa. Eles não queriam atender. Em conversas, o chefe da patrulha disse que se a mãe não pudesse falar, caracterizava o cárcere privado e depois do alerta alguém abriu a porta. O menino saiu para a rua e ela veio toda drogada, sem condições, quase de andar. Saiu atrás do menino, cambaleando. Aí a patrulha pegou, jogou na viatura, chamou o Samu, levaram pro hospital Platão Araújo”, lembrou o pai da vítima.

Atualmente, as crianças estão sob os cuidados dos avós. A filha vive com o pai, mas ainda não conseguiu se recuperar da dependência química.

“Ela não reconhece que é dependente, ainda não chegou nesse estágio. Não sei nem se vai chegar no estágio de reconhecer, porque às vezes as pessoas acabam morrendo. Espero que os fatos que aconteceram recentemente seja motivo para ela se tocar e tomar uma atitude na vida dela. Filha única. É triste, resumindo, é muito triste. É um sentimento de fracasso”, finalizou.

Compartihe:

Você também pode gostar

Influente congressista democrata, Adam Schiff pede a Biden que desista de se candidatar a presidente dos EUA

Internacional
17 de julho de 2024