13 de julho de 2024

Segundo boletim da polícia, Mãe e irmão de ex-sinhazinha lideravam grupo que forçava uso de droga em rituais

As investigações da Polícia Civil, que resultaram nas prisões da mãe, irmão e funcionários da empresária e ex-sinhazinha do boi-bumbá Garantido, Djidja Cardoso, achada morta em Manaus, identificaram a criação de um grupo , denominada “Pai, Mãe, Vida”, que forçava uso de ketamina em rituais na capital do Amazonas. A substância (também escrita como cetamina ou quetamina) é um anestésico de uso humano e veterinário que se tornou uma droga ilícita na década de 1980.

Ao todo, a Justiça do Amazonas expediu cinco mandados de prisão preventiva. Na lista de crimes, estão tráfico de drogas, associação para o tráfico, e também pelo crime de estupro, em nome do irmão de Djidja.

Cleusimar e Ademar Cardoso, mãe e irmão da ex-sinhazinha, e Verônica da Costa, gerente da rede de salões de beleza, chamada Belle Femme, que pertence à família, foram presos sob efeito de drogas enquanto tentavam fugir da polícia na tarde de quinta-feira (30). Eles foram localizados na casa onde a Djidja foi encontrada morta, no bairro Cidade Nova, Zona Norte de Manaus.

Na residência, a polícia apreendeu materiais como seringas, anestésicos, medicamentos de uso controlado e frascos de ketamina. Além de computadores e uma mala que devem ser periciados.

Os três presos foram levados para o 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP), mas não foram ouvidos durante a noite. Segundo a advogada de defesa, os clientes estavam sob efeito de drogas e por isso não tinham condições de falar em depoimento.

“Nossa intenção é que eles recebam tratamento”, justificou Lidiane Roque, advogada de defesa dos familiares de Djidjia e da gerente do Belle Femme.

Horas depois, Claudiele Santos da Silva, que trabalhava como maquiadora no salão da família, se entregou na sede do 1º DIP, acompanhada de um advogado. Ela é investigada com base nos artigos 131 e 284 da Lei 2848, que fala sobre a prática de transmitir doenças por meio de material contaminado e também prescrever, ministrar ou aplicar qualquer substância.

O advogado de Claudiele informou à imprensa que ela é apenas uma mera prestadora de serviço do salão e que vai procurar provar a inocência dela.

Marlisson Vasconcelos Dantas, o quinto investigado, que atuava como cabeleireiro da rede Belle Femme, não tinha sido preso ou se entregado até a publicação desta reportagem.

De acordo com informações apuradas pela Rede Amazônica, a polícia identificou a existência de um grupo identificado como “Pai, Mãe, Vida”, que promovia o uso e comercialização de ketamina, em Manaus. O grupo também fazia aplicação forçada da substância em integrantes e obrigavam os funcionários de uma das unidades do Belle Femme a participar da doutrina.

A ketamina é considerada um anestésico dissociativo, isto é, que causa efeitos alucinógenos, sensação de bem-estar e tem potencial sedativo quando usado como droga recreativa. Em doses menores, quem consome a substância pode se sentir eufórico e ter episódios de sinestesia – ou seja, “ver” sons e “ouvir” cores.

As investigações indicam, ainda, que algumas vítimas do grupo foram submetidas a violência sexual e aborto.

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