14 de maio de 2021

Em carta a Biden, Bolsonaro diz que acabará com desmatamento até 2030

Acenos a presidente dos EUA estão relacionados à Cúpula de Líderes, que será realizada nos dias 22 e 23 de abril, por videoconferência, e que contará com a participação do mandatário brasileiro

O presidente Jair Bolsonaro enviou ao presidente americano Joe Biden uma carta em que se compromete a acabar com o desmatamento no Brasil até 2030. No documento de seis páginas enviado nesta quinta-feira (14), consta o compromisso do governo com os esforços internacionais de proteção ao meio ambiente, combate à mudança de clima e promoção do desenvolvimento sustentável. 

“Queremos reafirmar, nesse ato, em inequívoco apoio aos esforços empreendidos por V. Excelência, o nosso compromisso de eliminar o desmatamento ilegal no Brasil até 2030”, escreveu o chefe do Executivo.

Para tanto, Bolsonaro destacou a importância da ajuda dos EUA e da sociedade civil com recursos e investimentos na área ambiental.

“Alcançar essa meta, entretanto, exigirá recursos vultuosos e políticas públicas abrangentes, cuja magnitude obriga-nos a querer contar com todo o apoio possível, tanto da comunidade internacional, quanto de Governos, do setor privado, da sociedade civil e de todos que comunguem desse nobre objetivo. Nesse âmbito, naturalmente que o apoio do Governo dos Estados Unidos, do setor privado e da sociedade civil americana serão muito bem-vindos”, apontou.

Ele se disse disposto a trabalhar com o líder dos EUA. “Reitero o compromisso do Brasil e do meu governo com os esforços internacionais de proteção do meio ambiente, combate à mudança do clima e promoção do desenvolvimento sustentável. Teremos enorme satisfação em trabalhar com V. Excelência em todos esses objetivos comuns”, completou.

O mandatário reafirmou também a meta de alcançar a neutralidade climática em 2060, mantendo aberta a possibilidade de antecipar o prazo para 2050 “caso seja possível viabilizar recursos anuais significativos, que contribuam nesse sentido”.

Bolsonaro ainda defendeu o desenvolvimento sustentável na Amazônia e falou sobre esforço conjunto na busca de alcançar as metas.

“Trabalhar com os Estados Unidos neste domínio, senhor Presidente, parece-nos uma alternativa natural e evidente, dadas as convergências de valores entre nossos dois povos. Como nós, os americanos saberão apreciar que as principais causas da degradação ambiental radicam na pobreza e na falta de oportunidades, e que, portanto, trabalhar pela preservação ambiental passa, também, pela promoção do desenvolvimento econômico. E possível promover o crescimento e o dinamismo de maneira ambientalmente responsável, e em nenhum lugar esse objetivo é mais premente do que na Amazônia”.

Gases de efeito-estufa

Por fim, o chefe do Executivo reiterou o compromisso de reduzir as emissões de gases de efeito-estufa em 37% até 2025, e em 43%, até 2030, na comparação com os números de 2005; e se disse disposto a dialogar com indígenas e comunidades tradicionais.

“Queremos ouvir as entidades do terceiro setor, indígenas, comunidades tradicionais e todos aqueles que estejam dispostos a contribuir para um debate construtivo e realmente comprometido com a solução dos problemas”, concluiu.

Os acenos a Biden estão relacionados à Cúpula de Líderes, que será realizada nos dias 22 e 23 de abril, por videoconferência, e que contará com a participação do mandatário brasileiro.

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