21 de janeiro de 2021

Governo do AM proíbe eventos e serviços não essenciais a partir de sábado (26)

Decreto vale até 10 de janeiro e considera aumento de casos de Covid-19 no estado. Somente serviços essenciais poderão funcionar.

O Governo do Amazonas anunciou que eventos e serviços não essenciais estão proibidos em todo o estado a partir de sábado (26). A determinação vale até o dia 10 de janeiro e considera aumento de casos e internações de Covid-19.

Até esta terça-feira (22), mais de 5,1 mil pessoas morreram com a Covid-19 no Amazonas, e mais de 193 mil foram infectadas. O número de pessoas internadas, atualmente, passa de 500.

De acordo com o governo, a partir de sábado, o comércio e estabelecimentos não essenciais deverão funcionar apenas por drive-thru e delivery, até 21h – assim como atividades nos shoppings. Eventos, reuniões comemorativas, casamentos e formaturas neste fim de ano estão proibidos.

Os hotéis poderão atender ao público, mas os restaurantes desses estabelecimentos devem atender apenas os hóspedes. Espaços públicos do estado também voltarão a ser fechados.

Conforme o governo, feiras e mercados poderão funcionar, mas os horários ainda devem ser estabelecidos, e o serviço intermunicipal será mantido, mas com intensificação das fiscalizações. As atividades da indústria também estão autorizadas a funcionar.

O governador Wilson Lima afirmou que os eventos clandestinos de fim de ano devem ser fechados, e os equipamentos de som e iluminação, assim como bebidas, devem ser recolhidos pela polícia.

“O aumento [casos de Covid] tem relação com eventos que geram e geraram aglomerações. As eleições tiveram participação significativa nesse processo, e agora estamos colhendo os frutos disso. Também temos as festas clandestinas que têm acontecido com muita frequência em Manaus”, declarou Lima

O Amazonas viveu o pior período da doença entre abril e maio, quando o sistema público de saúde entrou em colapso com quase 100% dos leitos de UTI ocupados. Na época, a capital também sofreu com colapso no sistema funerário, e teve corpos enterrados em valas comuns.

Quatro meses após flexibilização da quarentena, entre junho e setembro, o governo voltou a fechar estabelecimentos por conta de alta no número de internações pela doença. Foi proibida a abertura de bares, flutuantes, praias, entre outros locais de recreação.

Nas últimas semanas, o governo voltou a liberar o funcionamento desses locais, mas apenas na modalidade restaurante, tanto em bares quanto em flutuantes.

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