Seminário de Bioeconomia do Amazonas abordará exploração sustentável durante programação da 42ª Expoagro

Buscar meios de gerar riqueza com a exploração sustentável dos recursos da biodiversidade e interiorizar o desenvolvimento no estado do Amazonas. Esta será a ideia central do 1º Seminário de Bioeconomia do Amazonas, organizado pela Secretaria Executiva de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), órgão vinculado à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti).

O evento acontecerá em formato totalmente on-line nos dias 28, 29 e 30 de setembro de 2020, como parte da programação da 42ª Expoagro, e será transmitido pelo canal da Sedecti no Youtube @sedectiamazonas e, também, pela TV Encontro das Águas. Para mais informações, acesse: https://expoagro.am.gov.br/index.php/seminario-de-bioeconomia-do-amazonas/.

O objetivo dessa iniciativa, segundo a secretária executiva da Secti, Tatiana Schor, é de lançar um olhar estratégico sobre a bioeconomia e agregar valor às cadeias produtivas em todo o estado, considerando o conhecimento na natureza e os investimentos em CT&I, como os principais potenciais para o desenvolvimento dessa nova matriz econômica.

“Pensando na questão da Ciência, Tecnologia e Inovação, acreditamos que o bioma amazônico contém elementos essenciais para que possamos construir uma nova matriz de desenvolvimento econômico e a base dessa matriz tem seu lastro no conhecimento da natureza. Com isso, existe um potencial enorme de melhorar a vida da humanidade sem deixar ninguém para trás”, destaca a secretária.

Ainda na programação, também serão debatidos temas relacionados à bioeconomia circular, como é o caso das cadeias do pirarucu e da avicultura.

Para a secretária Tatiana Schor, o Seminário de Bioeconomia tem um papel muito importante porque apresenta um momento de mudança de escalas que vai além de gerar produtos somente para abastecer Manaus e o Amazonas.

“Não estamos mais falando de produzir piscicultura para abastecer Manaus. Estamos falando de uma outra pegada, em uma outra escala. O foco agora é poder melhorar a vida da humanidade produzindo alimento diferenciado e, com isso, melhorar outras áreas, como a saúde, a regulação do clima e o desenvolvimento sustentável da nossa região e do Brasil”, enfatiza.

Programação – A abertura do seminário acontece no dia 28 de setembro e contará com os pronunciamentos dos secretários de Estado: Jório Veiga (Sedecti), Petrúcio Magalhães (Sepror), Eduardo Taveira (Sema), além de representantes dos Ministérios da Economia (ME); da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), do Desenvolvimento Regional (MDR) e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

O evento contará com cinco painéis que irão abordar os seguintes temas: Painel 1: Uma Bioeconomia para o Amazonas; Painel 2: Construindo Novas Relações na Bioeconomia Amazônica – O Manejo do Pirarucu e a Avicultura no Amazonas; Painel 3: As Políticas de Precificação e Compras de Produtos da Sociobiodiversidade; Painel 4: Fortalecimento das Cadeias Produtivas da Bioeconomia Amazônica e Painel 5: Empreendedorismo e a Cultura de Inovação na Bioeconomia Amazônica.

Bioeconomia – A bioeconomia é um tema que vem em uma crescente no Brasil e no resto do mundo. A proposta defende uma nova matriz econômica de forma sustentável, reunindo vários setores da economia tradicional.

Segundo o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), o novo conceito é resultado de uma revolução de inovações fundamentadas nas ciências biológicas, que culminam no desenvolvimento de produtos, processos e serviços mais sustentáveis. O Brasil é um país mega diverso que abriga cerca de 20% de toda a biodiversidade do planeta.

Há institutos de pesquisa que também asseguram que a bioeconomia considera não apenas os avanços tecnológicos nos processos químicos, industriais e de engenharia genética; mas também, aqueles resultantes do conhecimento tradicional e do uso sustentável da biodiversidade na estruturação produtiva, agregação de valor, acesso aos mercados, geração de renda eedited melhoria da qualidade de vida das pessoas.

Foto: Divulgação/Secom

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